quinta-feira, setembro 15, 2005

Acordei cansada com os sonhos

Amamo-nos nas curvas do tempo
Contra o fumo dos cigarros
E o silêncio das palavras

Amamo-nos sem pensar
Noutros gestos
-Tantas manhãs-
Onde tardavas.

(Evitei o sempre nos poemas em branco,
O amor estilhaçado dentro das lágrimas
E a dor que não se vendo, magoa tanto...)

E, agora, nesta insónia repentina,
Quanta solidão é estar-se assim
De peito aberto?

Porque eu sou o teu nome
quando me tocas ,
Nesse abraço onde me entrego

E, quando partes,
A mais profunda perda
De não estares por perto.


Vanessa Pelerigo

3 comentários:

Murilo Alves disse...

Muito me agradou o seu poema, Vanessa. Também sou iniciante no mundo maravilhoso das letras e, inclusive, já tenho alguns trabalhos publicados pela internet. A insônia é um tema que recobre nossas inspirações constantemente, tenho com ela um diálogo publicado no www.vamoscronicar.blogger.com.br, quando quiseres conferir é só aparecer por lá. Continue trilhando o caminho jubiloso da poesia, sempre!

Manuel Alegre disse...

Ahhh, camarada... Só tu é que me entendes!

Chas. disse...

Gostei ;)