sexta-feira, dezembro 16, 2005

Virus-parte I

Nota: os nomes de personagens que aparecem nesta história nada tem a ver com pessoas reais ou sequer a caracterizar comportamentos ou criticar alguém directa ou indirectamente.

Capítulo 1

A manhã começou enevoada como até agora tinha vindo a ser habitual. Mais uma manha de Novembro, fria, e João Leonardo encontrava-se a tentar abrir a porta perra do seu Fiat Uno.

- Porra! - disse ele. João Leonardo era um estudante finalista de medicina que estava actualmente a estagiar no Instituto Português de Medicina em Lisboa. Estava atrasado para a uma palestra que ia assistir no instituto sobre microbiologia e estava a ficar bastante maldisposto porque a porta do seu carro decidira não abrir justamente nesse momento.
Passado cinco minutos, João Leonardo lá conseguiu abrir a porta e seguiu o seu rumo. Chegado ao instituto, João Leonardo foi dar o seu nome à secretaria que era com se estivesse a "picar o ponto". Quando se dirigiu para a pequena janela da secretaria, deparou-se com Vanessa Perereira, a funcionária da secretaria.

- Bom dia óhhh borracho - disse Vanessa.
- Se eu não fosse tão feio, até achava que me estava a assediar - disse Leonardo.
- Quem disse que é feio?!?!?Já o despi em sonhos...bem de qualquer modo é melhor não falar mais...
- Bem e isso será positivo?!?!?...pois é melhor...

Nisto ouve-se um silvo no ar e uma luz vermelha incessante acompanhada de um som ensurcedor ecoou pelos corredores, fazendo disparar o coração de Leonardo.

- Bolas!!!!Que será isto????? - perguntou Leoanardo ainda meio atarantado.
- Não sei, mas vou já tentar saber - respondeu Vanessa.

Enquanto Vanessa acabava de falar, Leonardo seguira imediatamente pelos corredores dentro, indo directamente para o laboratório principal onde todos os materiais e produtos mais perigosos se encontravam. Mal abre a porta, Leonardo deparou-se com Artur Borralho, um homem alto e careca, semi-deitado no chão e com as mãos nos olhos.

- Por favor...os meus olhos!!!!Ahhhhhh!!! - gritava Artur desesperadamente.
- Mas...mas...o que se passa?!?!?Que é isto??? - tentava Leonardo perceber aquela imagem horrivel.
Numa bancada, que suspostamente estava a ser utilizada por Artur, estava um suporte para tubos de ensaio, dois balões de Erlenmeyer que continham um líquido verde e dois tubos de ensaios partidos que fizeram com que a bancada ficasse repleta desse mesmo líquido.
De repente Artur deixa cair o seu corpo no chão ficando imóvel. Leonardo num acto de desespero dirigiu-se a Artur virando-o para si, mas o que viu foi arrepiante. A cara esburacada de Artur, que sofrera de acne na adolescência deixando-lhe profundas marcas, estava pálida como a cal e os seu olhos que miravam o tecto estavam esverdeados qual líquido verde...

2 comentários:

Chas. disse...

Tou a ver que vou ter que ter cuidado com os líquidos verdes.
Venham os próximos capítulos.

Rita disse...

Este Artur é um desmancha prazeres!!!
Fico à espera de mais...

Sempre quero ver o que a Vanessa vai fazer ;)

So quero deixar aqui uma outra opinião.
Uma pessoa interessante nunca é feia.