sexta-feira, abril 21, 2006

Afreudite

Quantos dias tem o mundo,
Quanto tempo já sem fundo tem o meu amanhecer?
Quantas horas o verso é grito
E o desejo pássaro aflito onde o amor é só se ser?
Com que voz te brado ao céu e te falo de Afreudite
Que tudo isto é apenas saudaude.
Qual barco em qual cidade
Qual luz qual verdade,
Se te deixo aqui ficar
Sossegado, no meu peito, quase morto
À espera que os teus olhos sejam todo o Porto
Que me prende para me abraçar


Vanessa Pelerigo

6 comentários:

Leon disse...

Mais uma vez gostei bastante do teu texto

alphatocopherol disse...

Muito bom!

Norsk Tørskfisk disse...

O poema é muito bonito, mas suscita-me uma dúvida: o título Afreudite é uma referência escondida a Freud, pelo que se deduz que há um carácter Freudiano na descricão poética, ou foi apenas um lapso?

notanymore disse...

A ideia é ser mesmo uma referência a Freud. Senão teria escolhido Afrodite como título :)

Norsk Tørskfisk disse...

Também me pareceu!! :D

Ana Maria disse...

parabéns!
De todos os poemas que li até agora neste espaço (razoalvel)realço este poema que se encontra escrito de uma forma inteligente e forma-se em pensamentos.
como eu gosto!