sexta-feira, agosto 18, 2006

Freepass to everywhere

Por muitos lugares onde vá, sempre te encontro. E nada é igual quando o mundo fica suspenso numa tarde de Verão a teu lado. Alentejo solto, bafejo quente a secar-nos a pele, a romper desejos e a traçar sonhos em corpos sem bússola. Hoje, para Sul? E, amanhã, depois?
Quero entrar no teu circo e equilibrar-me neste amor. Mergulhar de cabeça e afundar-me nas palmas das tuas mãos. Há-de queimar-te esta distância.
Não me olhes assim. Não sei o que dizer dos olhos que me apresentas. Tanta luz! Quase que não me deixas lugar para os sítios escuros onde me escondo de ti.
E já nem o silêncio disfarça cada centímetro teu a rasgar o regresso.
Parto antes. Uns minutos antes do fim do palco. Quanta doçura no teu sorriso. Até já...

Faço a cama e amanheço sem que tu sejas o centro do meu mundo.


Vanessa Pelerigo

1 comentário:

Stein disse...

Excelente, muito bom mesmo.
Ainda bem que continuas igual a ti e que continuas a dar tanto de ti a este projecto, obrigado.

Custa, dar a alma assim, expo-la perante o amor, dar-nos a conhecer sem recantos escuros. É preciso coragem para não nos retrairmos.

Parabéns pelo texto