Quando quiz a tua carne,
Negaste-ma!
Persegui-te por ruas e vielas
E fugias-me!
Correndo como louca, possuída
Pelo pânico da presa perseguida,
Fugindo de um predador ávido,
Sedento e esfomeado.
Sabias que te alcançaria.
Sabia-lo e mesmo assim fugias
Tentando tornar a noite que se avizinhava
Em radioso e caloroso dia!
É escura no entanto essa rua,
Onde a fria e pálida lua de Inverno
brilha, iluminando as ásperas mãos minhass
Que a tua existência tornarão Inferno...
Pelo menos nos próximos instantes!
Bom, enquanto não vem algo de mais substancial, vou postando umas coisas que andam por aqui perdidas nos meus apontamentos.
ResponderEliminarO presente é de Abril de 2008, mas há mais, que colocarei nos próximos dias!
Vennlig Hilsen.
deste sequência de três textos foi o que a mais gostei... o seu ar sinistro torna a continuação ambígua e misteriosa...
ResponderEliminar"A poesia nem sempre é feita de cenários idílicos e moralmente correctos."
ResponderEliminarEu diria mais, é sobretudo feita exactamente do oposto! E é muito mais desafiador, quer do ponto de vista do autor, quer do leitor, escrever/ler este tipo de textos!
Como fã de longa data dos textos ditos mais "obscuros" deste autor, fico sempre agradado cada vez que é publicado mais um! Muito bom!