sexta-feira, julho 06, 2007

DaRk AnD tWiStY

My heart is total insane,
Your soul is inside me,
Don't pick these words in vain...
We do not need to bleed,

A man flirts his wife,
I don't wanna this for you,
Dark...it's dark...time to blame,
But not for you...

See my soul,
As I see your eyes...
I am your tool
You don't have to cry...

Tonight...you feel sleepy?
I am just right your side...
And why?Because I am as well
DaRk AnD tWiStY...

Dedicado à minha tutu ("You Know you're right")

quinta-feira, junho 28, 2007

P.I.A.N.O

Peace in everything i see,
Calm down the sea,
I feel your toutch...

Nothing else matters to me,
I fight everyday for a issue
Better life for me,

Believe...touch...seek
Can you say that you are free?

Hold on my hand,
Push me with my piano,
Tell me you stand inside my love,

The piano I'll be
I feel your touch...body... lips
And a song will be on
Do not be so strick

Put everything away
Imagine you and me
And our love
Nothing matters...what they say...and
Obviously... love you'll see

(no title)

I'm in rage...i can't say...
What happenned today...
I didn't sleep so well

Farewell, goodbye...
I don't see a smile,...
Slay me inside,

Fuck the wound I have
In my heart...
Feeling like a whore?

Become the beginning, the start
Try another way
Can't say what...

All of you stare at me,
But can you see inside?
Can you really spit in my face?

Shut a fuck up
Vanish my rage
But....


Stay up...do not give up
Stay with me tonight,
And become my new fight...

Try passing by
Can't open...
You're not bronken...

Feel me tonight....

quarta-feira, junho 27, 2007

Me again

There's a time,
Once upon a time,
A guy who lived alone...
But his heart felt like stone,

No more dreams inside his head
No love i saw there...
But one day...a special day...
He knew a girl...and he wanted to stay,

He felt the ghost again
And fogs entered in his head like a train
But this love revealed to be strong and remain..
Till today...

I thought I was empty,
But something in you mixed up my veins...
Put away my pain...

I think I'm new again
So that's why I am remembering you...
And my heart is in flames....

Dedicado à minha Tutu ("You know you're right")

segunda-feira, junho 18, 2007

Espera

Espero... e nada espero...
Olhos fixos no corredor
Aguardando a revelação
Que nas águas da incerteza
Se tornou fado severo,
Esperando sem fulgor
Numa luta sem frieza.

Aguardo... e porque aguardo?
Porque no fundo do túnel obscuro,
Na angustia sufocante
Que parece não ter fim;
Existe um final esperado,
Uma esperança de futuro,
Um fulgor que cresce em mim
Em busca da luz brilhante.

Do nada recomeçar,
Encarar o caminho de frente.
E sem ser diferente...
Voltar a acreditar!

Esperando... e talvez nada esperando...

Lisboa...

Das Sete Colinas…
(onde estão?)
erudidas pelo tempo!
Lisboa…
Das casas sobre casas!
Quantas lágrimas choras, tu, ó Lisboa!?
Onde estão as colinas?
(ou os vales!?)
do meu coração….

Vejo-te agora, Lisboa, bela… Nesta aberta que as nuvens deixam… Pequenos raios de Sol iluminam a tua face para mim… Pequenas gotas escorrem nas tuas encostas…
(lágrimas?)
Lisboa, cartão de visita… Lisboa a preto e branco, Lisboa a cores… Não! Lisboa a 256 tons de cinzento… Cinza… que contrasta com o tempo… Lisboa Cinza, porque choras tu? Quem te trata mal, minha menina?
Hoje, quanto a ti cheguei, vi Lisboa a morrer…. Quis morrer contigo… Não! Quis viver contigo… Quero viver contigo… Quero viver dentro de ti, Lisboa! Deixa-me chorar contigo!

Ahhh…. Lisboa das Sete Colinas… Não! Lisboa das Sete Cidades!
Lisboa-Madrid do poder central….
Lisboa-Barcelona cosmopolita…
Lisboa-Londres capital do império…
Lisboa-Rio de Janeiro das mil e uma cores…
Lisboa-Paris a cidade Luz…
Lisboa-Budapeste das noites Loucas…
Lisboa-Berlim a cidade Morta…
(deixa-me viver contigo!)

Olho, agora, o São Jorge, saliente no céu do crepúsculo… Vejo os bairros que se estendem a teus pés…
(quem mora nesses bairros?)
Lisboa dos contrates… Lisboa a cores e a preto e branco… Lisboa da alegria e da tristeza… Lisboa do Fado e do Bairro Alto…Lisboa da Rua do Ouro e do Casal Ventoso… Lisboa da Alfredo da Costa e dos Prazeres… Lisboa…
(deixa-me chorar contigo!)
O Sol já se foi, não ilumina agora a tua face… Pouco a pouco a vida termina… Não! Á vida começa…
(deixa-me viver contigo!)

Lisboa das casas sobre casas…
Aqui já morou alguém
Daqui já partiu alguém
Aqui já sorriu alguém
Aqui já chorou alguém
Aqui já viveu alguém
Aqui já morreu alguém
Aqui já nasceu alguém
Aqui já se matou alguém…
(quem?)

Sim, aqui nesta casa! Nessa casa… Neste bairro, e nesse bairro…

És tu Lisboa da ilusão e da desilusão! Lisboa é tudo e nada… Lisboa tem alma de gente e corpo de betão! Lisboa tem canção, mas harmonia não! Lisboa tem ricos e tem pobres… Tem alegres e tem tristes! Tem bolsos cheios de dinheiro e outros de cotão!
Roupas de poliéster e camisas de algodão! Gente de carne e osso e outros de titânio e silicone!
Tudo em ti é contraste…

Lisboa a cores!
Lisboa a preto e branco!
Lisboa Cinza…
(quem te apagou o fogo!?)

Lisboa é um manto que escorre rumo ao Tejo! Um manto de casas, casinhas e casebres…
Lisboa são ruas estreitas e a Avenida da Liberdade…
Lisboa é fast-food e “espera que já te atendo!”
Lisboa é traiçoeira, tem cuidado!
Lisboa… Lisboa é o Convento do Carmo!

quarta-feira, junho 13, 2007

Babilónia

Abriu a porta com um, aquele, gesto lento de quem não quer… De quem não pode! A porta deslizou lentamente, como que escondendo algo!

A casa estava arrumada… Minimamente arrumada! Não tinha uma cadeira de baloiço, nem lareira, nem os quadros do Simão… mas sentia-a como o seu Lar!

Abriu o congelador e tirou umas pedras de gelo, serviu-se… de um licor qualquer! Uma bebida num copo com gelo ficou, parada, imóvel, em cima da pequena mesa!

(uma bebida que nunca bebeu… uma bebida que não foi bebida!)

Seguiu caminho até à pequena varanda… Pequena demais para todos os seus sonhos, talvez! Acendeu um cigarro que fumou! Sentiu o fumo entrar-lhe nos pulmões… Como o ar frio numa manhã de Janeiro… Deixou-se ficar a pensar… Mais a pensar nos sonhos que nunca teve, do que nos que perdeu… Mais a pensar no filho que nunca viu crescer do que nos que queria ter… Mais a pensar no que poderia ter tido, mas que nunca sonhou… Na surpresa que o Mundo lhe guardaria se não… Sabia agora que tinha saudades dele… Do seu perfume, não daquele no frasquinho giro que lhe tinha oferecido… Mas, sim, do seu cheiro… Dos boxers no sofá, da toalha de banho no chão, das botas na sala, até daquele habito irritante de deixar sempre alguns pelos no lavatório depois de desfazer a barba…

(queria voltar para dentro!)

Acendeu outro cigarro e deixou ficar a olhar as estrelas… Aquelas constelações que conhecia por ele as ter apresentado… Sorria, lindo, olhando-as como uma criança enquanto contava como se chamavam e onde estavam…

Porque não ouvi com mais atenção!?

Lembrou-se, então, porque tinha comprado uma casa nova… Queria-o fora da sua vida… Queria dizer o Adeus que nunca disse… Queria seguir em frente, mas não conseguiu, pois não?

(uma suave lágrima escorreu no seu belo rosto! hoje, sob este céu estrelado e esta pequeníssima lua em quarto crescente, mais belo que o costume! não que não fosse bonita, mas hoje… e esta lágrima que escorre, iluminando uma pequena parte do seu rosto… esta lágrima que agora se suspende no seu queixo, teimosa... e teima, em não cair e não cai mesmo…. ela limpa-a com um suave toque…)

Porque é que não lhe disse antes… Se tivesse dito, naquela manhã de Outubro… Se… Talvez…

(porque não disse!?) – agora nunca saberei

(dizer o quê? – conta-me a mim, eu sei… eu sei os se’s, e os talvez… – dizer o quê?)

Começou a chorar, não de forma violenta ou patética… Um choro profundo de tristeza e desconsolo, um choro do coração que não se ouve ou se vê…

(mas eu vejo, eu sinto, eu sei… conta-me? dizer o quê?)

O Adeus que nunca disse… O Adeus que nunca disse… O Adeus…

Adeus…

Adeus…

Adeus…

(como se repetir três vez adiantasse de alguma coisa, agora não… é certo… agora não… porque não disse logo naquela manhã de Outubro… porque não…)

Pensou no seu rosto a sorrir quando lhe contasse, o sorriso que nunca viu, a alegria que nunca sentiu… Que podia ter sido com aquele pôr-do-Sol, naquela praia perto de casa, naquela tarde de Outubro… Mas naquela manhã preferiu não dizer… Não o queria deixar expectante… Já sabia como ele iria ficar… Como ficava sempre… Porque não lhe disse… Se lhe tivesse dito talvez ele…

(dito o quê?)

Talvez ele… Talvez o Simão… Talvez o Simão não se tivesse matado…

(dito o quê?... tu não sabes… tu não sabes isso, mas eu sei! deixa-me ajudar-te…)

Sim, naquela manhã de Outubro, em que o Sol espreitava tímido por entre algumas nuvens cinzentas… como gostava de o ver assim na cama, calmo e lindo, a respirar profundamente, tão suave quanto o Sol a levantar-se no horizonte… Esse Sol que ele olhava, agora, desconfiado… E ela já pronta, olhava-o com censura… Espreguiçou-se lentamente e levantou-se pronto da cama, deu-lhe um beijo terno, ela sentiu… e sabe agora que foi o seu último beijo… Podia ter respondido mais apaixonadamente… Mas tinha pressa queria fazer-lhe uma surpresa quando chegasse a casa… Queira mesmo, sinceramente… não o diz agora que não há nada a fazer… Queria mesmo… Soluçou!

(que surpresa? – conta-me!)

A noite estava fria, apesar de Junho se encontrar já no final, abraçou-se a si própria… Não queria voltar para dentro… Sentia-se próxima dele, ali… Apesar da casa ser outra, não a casa das suas recordações… mas era uma casa, um Lar…

Queria tanto ter-lhe dito logo…

(dito o quê?)

Porque não disse logo que nessa tarde ia ao médico… que nesse por-do-Sol, naquela praia, naquela tarde de Outubro iram estar a ver a primeira foto do seu filho… Porque não disse que o sabia… que o sentia, mais forte do que si… Aquele sentir que só uma Mãe sabe… Porque não disse logo…

(acendeu outro cigarro… este trazia o sabor metálico que arranha a garganta… queria apagá-lo…)

Sentiu a porta de casa a abrir… Apagou o cigarro e voltou, finalmente, para dentro… Um míudo, que aparentava uns quatro/cinco anos entretinha-se alegremente, fascinado... como qualquer criança… Os seus olhos brilhavam, como ela imaginava que os do seu pai brilhariam naquela idade que agora era sua! Sorriu, e olhou o quadro na parede, como se fosse a primeira vez, ou a última… Na cadeira de baloiço um homem descalçava-se, chegou por trás dele e abraçou-o como se fosse a primeira vez, ou a última!

(simão… tive tantas saudades tuas!)

Suspirou!

quarta-feira, abril 25, 2007

Filmes da nossa vida...

Quantos de nos já nos sentimos identificados com um personagem de um determinado filme? Provavelmente faria mais sentido fazer a pergunta inversa…

Desde o filme de acção, passando por um thriller, drama, filme de terror até à comédia romântica certamente já nos reinventámos através do nosso pensamento projectando o nosso ego em cenários diversos. Esta forma de sermos vistos projectados nos filmes seria uma outra forma de entretenimento para além da trama principal do filme em si. Sem direitos de autor nem autorização de emissão vamos construindo películas que extravasam a nossa própria realidade ou a do filme que estamos a ver naquele momento, editando conforme os interesses da nossa mente.

Eu arriscaria que esta forma de nos projectarmos para fora da realidade estaria na génese do cinema em si como materialização daquilo que o cérebro humano sempre fez, ora durante o sono ou até mesmo em alguns momentos em que estamos acordados

Depois temos o suporte em que está guardado o filme que pode ir desde as bobinas de projecção em cinemas passando pelo VHS em formato magnético, sem esquecer o formato digital até chegar ao formato neuronal formado a partir das virtualmente infinitas possibilidades de ligação dos nossos neurónios entre si possibilitando uma combinação de cenários e personagens igualmente incontável. Se nos primeiros formatos o filme é unidireccional, nos últimos, as possibilidades de combinação entre neurónios conduzem a diversas possibilidades de desfecho resultado do estado físico/cognitivo/afectivo actual de determinado indivíduo. De certa maneira podíamos imaginar o nosso destino, o “filme” das nossas vidas, como resultado de sucessões de predisposições numa dinâmica de interacção de situações internas e externas inseridas num espaço/tempo determinado e variável a cada momento do nosso dia a dia.

Em genérico, o nosso cérebro tem a capacidade de “visualizar” o que nos vai acontecendo a nós ou até aos outros, realidade ou ficção e de construir na nossa mente uma reprodução mais ou menos fiel ao que aconteceu (memória), numa interacção mais ou menos intensa com outros fragmentos na nossa memória (criatividade). Em suma somos seres inteligentes com capacidades de tomar decisões a cada instante.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Caminhando para o Inverno

Noite...
Triste, ver desaparecer contigo a vontade.
Deito-me sonhando no amanhã, na nova alvorada.

Frio...
Olhar pela janela e sentir como o corpo regela.
Os pés já não sentem a ombreira sibilando.

Quente...
O fogão, e a água que se entornou...
Os olhos reencontram um brilho....

É dia...
De liberdade, aquecida no frio que não desaparece.
No consolo o espírito conquista uma nova energia.

É dia! Mas na vida um ciclo tem diferentes realidades.

terça-feira, outubro 31, 2006

Os media na actualidade

Em cada dia dos 12 meses do ano somos confrontados por informação vinda de todos os cantos do globo, sobre o qual espreitamos sem qualquer complexo, sendo deixado ao nosso critério avaliar tudo aquilo que vai acontecendo. Desde crimes, guerras, politica e economia, passando pela cultura e desporto, sem esquecer o tempo, são tudo as peças de um jogo de xadrez bastante complexo, que se conjugam e apresentam de forma diferencial a cada momento.

Se os media estão pendentes do que se passa no globo não é menos verdade que nós leitores, ouvintes e telespectadores representamos a razão de ser dos media, que actuam numa ligação de interdependência directa com fonte e consumidor de noticia.

As audiências, por seu turno, são o barómetro que rege o tempo de permanência de um determinado programa, a vaga em que é colocado na grelha de programação diária, ou até mesmo o seu raio de acção em termos etários. Os que seguem a programação podem ver claramente que as audiências são o factor de competitividade fundamental entre os diferentes agentes de comunicação, mais do qualquer outro critério externo a esse complexo mundo dos media. Resumindo e concluindo, vemos o que gostamos e não o que precisamos.

Noutro lado do espectro, para além do valor indexado à factura de electricidade, a publicidade difundida surge como mais uma taxa que pagamos, e digo “pagamos” mesmo incluindo as vezes em que a publicidade é menos repetitiva que um determinado programa. Vendo em pormenor, a publicidade preenche o espaço entre agente de venda e com pra, ga rantindo e dinamizando o funcionamento do pesado ciclo comercial em que estamos engrenados e do qual não nos podemos alienar.

Por seu lado a Internet surgiu recentemente, como uma nova forma de comunicação, onde consumidor pode tomar parte activa deixando o seu contributo na rede, partilhando a sua visão do mundo com quem quer que navegue neste novo mundo cibernético, sem fronteiras onde a imaginação é o limite... cortando caminho…qual seria o próximo limite? Participar num programa ao vivo sem sair de casa, sentado confortavelmente no sofá onde tudo fica à distância de um clique? E porque não?!

O melhor será mesmo parar por aqui…

segunda-feira, outubro 23, 2006

Ousadias

Roubei-te um livro, ainda, com dedadas na capa
Daquele óleo de côco que te massajava a pele
E a ponta dos teus dedos.

Ab initio,
Com que cláusulas
Contratámos as minhas mãos
Ao teu corpo?
E os teus lábios,
Ameaçando a perfeição?
Contesta as acusações,
Sem dolo ou erro,
E dá-me o teu parecer
Deste amor
Sui generis

Escreve nos autos
Da alma
As fraquezas dos sentidos,
Os momentos
Que hão de chegar
Amanhã
Em qualquer despacho
De juíz.

Intima-me para que te beije
Não preciso de mais provas
Para gostar de ti.

Amo-te.

E por mais diligências
Que tome,
Nunca sei quando voltas
Para mim

Impugno a distância
E a saudade
Para te ter.
Que a solidão é
Chegar a sofrer com as manhãs

E tu alega o que quiseres...
Autua-me,
Avoca-me,
Prende-me aos teus pulsos
E ao teu peito
À revelia.

Processa-me!


Vanessa Pelerigo

segunda-feira, agosto 28, 2006

Meia-noite

Meia-noite
Nem um som vem do passeio, meus passos batem contra a pedra sem se ouvirem
Paro por um instante, um segundo preso no relógio
A Lua suspende-se no candeeiro, imóvel, por braços que não consigo descortinar
Um sorriso afagando-me a cara dormente onde já não me lembro de sorrir
As folhas do Outono rodeiam-me os pés enquanto o vento faz sentir a sua presença
Meia-noite
Nos prédios só uma luz se vê
As pessoas entregues ao conforto dos lençois
Eu e a Lua, sós, a ver quem sorri menos
Memória
Quero viver outra vez
Viver o tempo em que era eu que controlava a minha vida
Quero poder viver a memória do teu sorriso
Quero poder tocar o teu sonho preso em mim
Meia-noite
Quero poder afastar o candeeiro onde a Lua se suspende
Quero tomá-la nos meus braços e oferecê-la a ti
Pedir o perdão com uma oferta que não poderás recusar
Memória
Onde terei de procurar uma nova vida
Onde não poderei desistir
Meia-noite e memória
A confusão dos meus pesadelos
O segundo que finalmente se liberta do relógio
Agora é tempo de continuar, que venha a madrugada, que a Lua sorria e que a memória caia do candeeiro

sexta-feira, agosto 18, 2006

Freepass to everywhere

Por muitos lugares onde vá, sempre te encontro. E nada é igual quando o mundo fica suspenso numa tarde de Verão a teu lado. Alentejo solto, bafejo quente a secar-nos a pele, a romper desejos e a traçar sonhos em corpos sem bússola. Hoje, para Sul? E, amanhã, depois?
Quero entrar no teu circo e equilibrar-me neste amor. Mergulhar de cabeça e afundar-me nas palmas das tuas mãos. Há-de queimar-te esta distância.
Não me olhes assim. Não sei o que dizer dos olhos que me apresentas. Tanta luz! Quase que não me deixas lugar para os sítios escuros onde me escondo de ti.
E já nem o silêncio disfarça cada centímetro teu a rasgar o regresso.
Parto antes. Uns minutos antes do fim do palco. Quanta doçura no teu sorriso. Até já...

Faço a cama e amanheço sem que tu sejas o centro do meu mundo.


Vanessa Pelerigo

domingo, junho 18, 2006

O mundo nos dias de hoje na perspectiva de um “anónimo"

O mundo civilizado nos dias de hoje é sem dúvida muito diferente das milenares civilizações que nos precederam, de um mundo antigo fragmentado pelo desconhecimento recíproco entre os diversos povos passámos progressivamente a um mundo globalizado. Se outrora tal como nos dias de hoje a tremenda desigualdade entre ricos e pobres foi e é uma constante, as regras essas foram evoluindo.


Da aparente anarquia inicial evoluímos para um mundo regido por regras rígidas, que mais faziam lembrar um jogo de xadrez, onde cada um se comportava como uma peça de tabuleiro executando a sua jogada alienado de qualquer sentido de moralidade, existindo com o único propósito de fazer xeque-mate e assim poder subir um lugar no ranking. Na lista dos mais procurados, o poder era sem duvida o factor chave que fazia mover o mundo.

Nos dias de hoje sem dúvida partilhamos esse mesmo sentido de poder herdado dos antigos ainda que esse poder, salvo raras excepções, já não assente num tirano ou um regime totalitário. Antes, encontra-se dividido em diferentes poderes, assentando o bom funcionamento de um estado na articulação e na flexibilidade de interacção entre os diversos órgãos de soberania.

De diferente maneira os, media surgem como outra forma de poder estabelecendo uma ligação efectiva entre o poder institucional e o povo. Mais ainda, os media surgem como factor globalizante entre as diversas culturas entretendo, denunciando e informando. Se o poder se encontra mais repartido e em certa medida mais transparente ao comum dos mortais através dos media, porque é que é as desigualdades, principalmente aquelas que resultam da violação dos princípios fundamentais dos direitos humanos, subsistem como constante indissociável!? Será que há algum desígnio para tudo isto? Qual o motivo para que esses princípios fundamentais não vigorem? Haverá algum interesse oculto ainda por expor? Sinceramente vejo o mundo em mutação principalmente na percepção da nossa identidade/privacidade sem tempo nem lugar à reflexão. Como nos veremos a nós mesmos daqui a 10 anos? E os outros como serão aos nossos olhos?...

Só espero no futuro, não ter de viver como o humpty dumpty (personagem presente no conto Alice no Pais das Maravilhas de Lewis Carrol) pensando cada passo que haveria de dar para não cair do muro.

sábado, junho 17, 2006

O Amor que tenho não cabe aqui

Parto, uma vez mais,
Em busca dos teus braços

Passo muitas vezes por sítios onde fui feliz,
É um hábito meu.

Percorro a cidade,
Dou cada passo
Como se ainda voltasses
Às vezes perco-me, outras vezes não me encontro.

Vens e para mim hoje é sempre
A minha boca é tua.
Chega-te mais

O Amor que tenho não cabe aqui

Em nenhum porto

- Cabe sim.


Gravo as tuas palavras finais e beijo-te


Vanessa Pelerigo

quarta-feira, junho 14, 2006

Vem até mim

Agora é mais um dia, mais um pequeno fio da minha vida que é traçado, mais um caminho escrito neste pequeno parque que é o mundo. Por entre as sombras e os raios de sol eu vivo, imóvel, curioso, julgando tudo e analisando tudo o que me rodeia. Procuro a informação com todos os meus sentidos, querendo a tua proximidade, querendo-te...

Aproxima-te pé ante pé, vem até ao pé de mim, o teu corpo apetitoso. Deixa-me provar-te, saborear-te, tocar-te. Esquece tudo e vem até mim, devagar. Deixa-me ver-te aproximar, deixa-me ser eu a iniciar contacto. Mas tu não queres, não me vês, nem sabes quem sou, eu, que aqui te espero. Espero-te com toda força que até doi, o meu interior clama por ti, meu corpo alimenta-se do teu até ao fim dos tempos - Mas tu não me vês. Passas por mim e ficas à minha volta e eu desespero.

Terei de ser cuidadoso, terei de esperar por ti? Mas não quero, não é quem eu sou, quero-te agora, quero-te saborear, quero-te com todas as minhas forças. Não quero sucumbir ao teus encantos, quero que vejas os meus, mas eu não os tenho. Sou a força da sombra, o livro ainda por escrever, sou apenas uma linha da vida que tu não vês.

Então não vejas, ignora-me, mas irás ser minha. Irei ter-te, irei saborear-te (quer queiras quer não), irei ser a linha da vida da qual nunca te irás escapar. E por aqui ficarás comigo, e eu irei alimentar-me de ti, obcessivo, compulsivo, horrendo, como o verdadeiro senhor das sombras, como o senhor das linhas da vida, irei sugar o teu nectar, irei matar-te...


(teia de aranha com orvalho - retirada de http://commons.wikimedia.org)


E que venha a próxima vitima...

quarta-feira, maio 31, 2006

Contos do Exílio - O Regresso, parte V: O Confronto

A Vidente sentiu-se desfalecer e não fora segurarem-na pelos braços, encontrar-se-ia prostrada no chão a carpir a sua predilecta, que havia caído aos pés do seu maio inimigo.
Ele parecia não se importar com o que havia feito. Não era a primeira vez que matava e não sabia quantas vezes mais o teria de fazer. Caminhava agora em direcção à Vidente, parando a pouco mais de dois passos dela.
-E nós? Como vai ser?
-Pára por favor! – disse o Obreiro – Eu levo-a para longe da Montanha se o pedires, mas peço-te que páres. Como tu disseste, já foi derramado sangue que chegue. Peço-to como favor pessoal.
Ele olhou-o nos olhos, olhou para ela e recuou alguns passos.
-Obrigado...
-Pediste-mo como favor pessoal e concedo-to. Podem levar com vocês todos os vossos pertences e todos os que vos quiserem seguir. Todos os que partirem com vocês nunca mais serão benvindos ao vale. No entanto tal não se aplicará aos vossos filhos, para quem o vale será sempre um refúgio.
-Basta! – gritou a Vidente – Não vou deixar que estranhos discutam o que façam e ponham termos à minha vida. – E pegou na vara do Impulsivo. – Muito bem... Se tem que ser, que seja então! – E ao calar-se carregou sobre o Exilado, que surpreso se limitou a amparar os golpes de fúria da Vidente. Esta, cega pela raiva, não se apercebia que ele não se movia. Até que ele ao bloquear um golpe, a rasteirou em resposta.
-Pára. Aceita a derrota e junta-te aos teus. Ainda tens quem se preocupe contigo, quem acredite em ti, quem te siga. Porque não páras?
Ela não respondeu. O Obreiro apelou-lhe também para que ela aceitasse a derrota. O Exilado chamou-lhe a atenção para o facto de estar em clara desvantagem. Mesmo assim, ela ergueu-se e avançou novamente para ele. Desta vez ele esquivou-se e voltou a rasteirá-la.
-Pára! Não chegou já a Discípula? Pensas que tenho prazer em matar? Pensas que gosto de o fazer?
-É o preço que pagas! Destruiste a minha tribo, atraiçoaste-me e agora mataste a minha preferida. Lamento, mas isso só se resolve quando um de nós matar o outro.
Ele emitiu então um som semelhante ao de um ramo seco a mexer-se ao sabor do vento e os corvos investiram em direcção à cara dela. Quando finalmente se afastaram levavam cada um um olho como troféu e deixavam uma Vidente histérica de pavor e dor.
-Desculpa Obreiro, foi a vontade dela acima da tua. – E avançou para o corpo que se contorcia, ergueu a vara e com uma só pancada seca acabou com a agonia daquela que em tempos fora a sua protectora.

Duas piras ardem no centro da Clareira. Junto a uma delas o Obreiro contempla as chamas com um olhar vago e distante, os seus olhos a guardarem lágrimas que teimam em não cair, as mãos agarradas atrás das costas e a expressão rija como pedra. Junto à outra fogueira o Impulsivo chorava de dor, das duas dores que sentia, a física e a emocional. Só quem o conhecia sabia como ele carregava a esperança daquela relação impossível e agora a esperança acabava. Para sempre! No meio das árvores, um pouco mais atrás, dois vultos observavam. Haviam ficado ali durante toda a cerimónia e quando todos se haviam ido embora, decidiram ficar na sombra, para não incomodarem quem chorava os mortos.
-E agora?
-Agora não sei.
-Mas que tinhas planeado para depois disto tudo?
-Nada. Nada disto era para ter acontecido. – hesitou – Não planeei nada disto, esperava-a sozinha, esperava falar com ela, chegar a um entendimento. Esperava que o tempo a tivesse mudado também a ela, que fosse possível agora falar, não esperava matar ninguém. Acima de tudo, não queria nem esperava, que ela tivesse de morrer. – E ao calar-se correu-lhe uma lágrima pela face.
-Não fiques assim. Ela é que escolheu o caminho dela. Sabes... Foi pior para ela ver que tinhas razão! Depois de tudo o que se passou, ela percebeu que estavas certo, percebeu que também tinhas o dom e que o teu era mais aguçado e mais exacto que o dela. Invejou-te. Desejou ser como tu, desejou ter-te com ela e ao mesmo tempo odiou-te, porque nunca te submeteste à vontade dela, porque foste sempre fiel a ti próprio e às tuas ideias. Não te remoas se as coisas tomara um rumo com que não contavas.
-És capaz de ter razão!
-E agora?
-Agora? Não sei. Há tanto a fazer, devolver a normalidade ao nosso clan e lidar com a tribo dela. É isso. Agora a normalidade. – E sorriram um para o outro, antes de se abraçarem e virarem costas às piras


--->O FIM<---

domingo, maio 28, 2006

Contos do Exílio - O Regresso, parte V: O Confronto

A lua cheia iluminava as copas das árvores. Da aldeia dos Nómadas saía um triste cortejo. As tochas caminhavam silenciosas e com com passos pesados, no meio apenas uma figura não carregava nenhuma, segurando nas suas mãos apenas uma vara talhada com estranhos caracteres. A seu lado, segurando duas das tochas maiores, caminhavam duas figuras um pouco mais altas, cada uma com um grande vara bifurcada, nas quais se apoiavam a cada passo. Iam avançando decididos para o interior da floresta, em resposta ao desafio que havia sido lançado à Vidente. Quando o primeiro dos Nómadas entrou na floresta levantou-se uma enorme ventania e todos se apressaram para dentro do mar verde. Um pouco mais longe o Exilado ordenava que se acendesse a Clareira e dizia à Aprendiza que "A Vidente não vem sozinha.". Quando a lua se encontrava no seu ponto mais alto o cortejo dos Nómadas entrou na Primeira Clareira. À sua espera dezenas de Caminhantes, cada um segurando a sua vara e uma tocha. A Vidente olhava-os um a um e, quando confrontados com o seu olhar, eles respondiam em pose de desafio. À sua direita a Discípula apenas olhava para o Exilado. Sentia-se ainda humilhada com o resultado do encontro dois dias antes e pretendia desforrar-se. No lado oposto o Impulsivo parecia calmo e aceitava que havia feito por merecer estar ali e naquela posição. Havia já algum tempo que discordava da formo como a Vidente conduzia os destinos da tribo e achava que todo o assunto devia ser resolvido entre ela e o Exilado. A fechar o cortejo vinham o Obreiro e o Passivo, desarmados, destinados apenas a observarem.
-Porque não os deixaste na aldeia? Tens necessidade de os arrastares contigo?
-São o meu povo, seguem-me!
-Vejo que uns é que são seguidos por ti e não te seguem. Porque não os deixas partir? Não foi já derramado sangue inocente que chegue por tua causa?
-O sangue dela não era inocente. - rugiu a Vidente.
-Quer o sangue dela, quer o dos que a seguiram. Todos inocentes. O sangue do Músico, o sangue do Novo e de todos os seus irmãos. Tudo por causa de um capricho teu... Olha bem para ti. Onde estão os que te seguiam? Nem todos os que te seguem acreditam na tua causa, se assim não fosse, porque deixariam as varas na aldeia?
-Falas do que não sabes! Sabes o que te contaram bocas envenenadas... - ele interrompeu-a.
-Cala-te! Se me vieste aqui para me envenenares o espírito com conversa cala-te já!
-Oh! Não te conhecia essa faceta sensível. Mas olha, não te vejo com nenhuma das tuas varas. A cerimonial está longe demais para a ires buscar antes que eu a reclame como minha e a de combate já se deve ter perdido.
-Erras em ambas as presunções. Vejo nos teus olhos e percebo-o na tua voz: estás a desafiar-me, mas para o teu desafio não tenho resposta. Tenta-me. Já sei que viste a vara pendurada nessa árvore, por cima de ti. Tenta alcançá-la.
-Impulsivo: dá-ma!
Sem hesitar o antigo Caminhante saltou para alcançar a vara. No entanto, quando se encontrava quase a agarrá-la, alguém o atingiu nas pernas, desequilibrando-o e fazendo-o cair de costas no chão rugoso da floresta. No instante seguinte, várias luzes começaram a acender-se nas copas das árvores, revelando muitos dos antigos Caminhantes, os que se pensavam longe da aldeia, que ali se encontravam.
-Constou-me que perdeste o apoio da verdadeira chama dos Caminhantes. Ah! E se consegues ver bem, consegues ver que ela não está apagada.
-Impulsivo: ele! - ordenou a Vidente. Sem lhe dar tempo de reagir , a Aprendiza saltou para o chão e atingiu-o violentamente nas pernas, partindo-lhas e saíu a correr para o lado direito do Exilado. A Vidente estupefacta não reagia. A Discípula olhava-o agora com raiva redobrada, mas aquele golpe havia-lhe quebrado a confiança. No chão, o Impulsivo contorcia-se de dores. Nunca soubera suportar a dor e a dor das duas pernas partidas juntava-se ao choque e ele não passava de um aglomerado de urros de dor e lágrimas. O resto da tribo dos Nómadas começava a recuar para fora da Clareira.
-Deixa-os partir. - ordenou o Exilado - Isto é entre tu e eu, eles são inocentes, a maioria nem me conhece. És tão egoísta que os arrastas contigo para o fim?
No instante em que se calou a Discípula carregou para ele. Um caminhante que se pôs à sua frente foi atingido na cabeça, um outro no lado, ficando ambos mortos no chão. A Discípula avançava para ele, com a intenção de o atingir no lado, mas ele esquivou-se da mesma forma que já havia feito, ficando virado de frente para as costas dela. Ao mesmo tempo a Aprendiza tentou atingir-lhe uma das mãos. A Discípula havia sido no entanto bem treinada e esquivou o golpe da sua adversária e contra-atacou, atingindo-a no braço, quebrando-o e preparava-se para a atingir na cabeça quando uma das suas mãos pareceu rebentar. Imediatamente perdeu controle da vara e largou-a. Um corvo debicava-lhe a mão enquanto outro voava em direcção ao Exilado, largando uma vara estreita e alta, toda ela lisa e escura. Assim que o Exilado empunhou a sua vara de combate ambos os corvos se dirigiram ao alto de uma das árvores.
-Vejo que continuas com apetência para os mais fracos Discípula. Anda cá e bate-te com alguém à tua altura... - os olhos dele já não eram olhos humanos, pareciam negros como a noite, como se por dentro todo ele fosse uma sombra escura. Nessa escuridão parecia brilhar uma fúria assassina.
-Não. Tu... Vais pagar por tudo! - pegou na vara dela e tentou defender-se, mas ele havia crescido muito para além da capacidade dela. O primeiro golpe dele desfez-lhe a vara em duas. Este golpe gelou o sangue da Discípula. Aquelas varas haviam sido envelhecidas pelo fogo e conseguiam aguentar vários golpes. Aquele único golpe partiu-lhe a vara e a confiança, a partir daqui só lhe restava um destino. Ele no entanto não parou apenas com um golpe. Revelando um sadismo que ninguém lhe conhecia, desferiu imediatamente um segundo golpe, o qual partiu o braço da mão ainda boa, e um terceiro golpe na bacia, o que lhe imobilizou uma das pernas, para em resposta lhe partir a outra. A Discípula só conseguia urrar de dor e as lágrimas era um rio na sua face. A Vidente gritava por piedade e avançava já em direcção a ele quando o Passivo e o Obreiro a agarraram e obrigaram a assistir ao massacre.
Com a Discípula estendida no chão, ele atingiu-a repetidamente nas pernas, até as pernas delas não passarem de membros flácidos.
-Pareceu-me que perfuraste um pulmão um Caminhante, durante a tua corrida. - e atingiu-a violentamente num lado. Para ela a pancada significou imediata dificuldade em respirar e uma dor aguda. - Já agora aproveito e furo-te os dois. - Uma pancada no outro lado, a sensação de falta de ar. Por esta altura a Discípula já não gritava, faltava-lhe o ar e limitava-se a soluçar assustada. Estava no limite da consciência, o desmaio e o negro que se lhe seguia eram iminentes. - E também me parece que rachaste uma cabeça! - Deu-lhe uma pancada na cabeça, mas não tão violenta que, ela perdesse os sentidos. Foi assim, ainda na posse de algum grau de consciência que ela sentiu a vara dele perfurar-lhe o peito e parar-lhe o coração. - Adeus. - disse ele, com o ar mais impávido e sereno.

domingo, maio 14, 2006

Construí esta fantasia que alimentas devagar, abrindo em mim abismos de solidão intercalados… És tu, eu sei, naquela música, naquele gesto… oiço os tons preguiçosos da tua voz nos monólogos dos outros… estou perdida no mundo, tentando seguir o percurso dos teus passos… abres-me o peito e agarras-me o coração… sinto-o pulsar nas tuas mãos e entrego-me palpitante e destemida a um destino trágico… és tu, sempre tu, só tu…

segunda-feira, maio 08, 2006

Concurso literário de Santiago do Cacém

O meu texto veio de encontro a uma ideia do Norsk TørskfisK, que eu e o Stein apoiamos.

A minha pergunta é a seguinte:
Querem que a PENA concorra com os textos dos autores que assim autorizarem, como um todo? Ou então se quiserem podem concorrer indivualmente.

Podem ver o regulamento - ver regulamento aqui-

Quem concordar deixe aqui nos comments a vossa intenção ou por email. Caso o número de interessados justifique submeteremos a concurso.

(Não se esqueçam que caso queiram é necessário corrigir alguns erros dos textos e que cada um se responsabilizará pelo seu :P)