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domingo, novembro 09, 2008

Cegueira

Desço e, depois de um cigarro
A lembrar uma boca a saber a lágrimas,
Escolho com minúcia
O que me deve matar primeiro
Às vezes basta-me o frio dos dedos
O vazio das palmas das mãos
E o sono que nunca vem
Noutras basta-me
Não te ver.

4 comentários:

  1. Quando li "Cegueira", lembrei-me logo do Ernesto...
    Ou seria o Bernardo?
    Nas imortais palavras de Lyam Lynch:
    "Whatever."

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  2. estes é q são os famosos textos da vanessa??! de facto, é dificil ficar indiferente: curto e genial;)

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  3. "Death destroys a man: the idea of Death saves him."
    E. M. Forster

    Excelente contribuição

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