Há fraudes que nos apaziguam a mente
Palavras dóceis,
Gestos banais,
Goteiras que irrompem
Pela vida cansada.
Como uma vela ardendo por detrás da janela,
Criaste sombras entre as sombras da própria noite
E nesses pedaços escuros,
Pela tua mão aleitaste e fizeste,
Aquilo que no oculto nem tentava existir.
E agora…? À luz do dia o que resta?
Palavras dóceis,
Gestos banais,
Dos outros
Nos outros…
Porque na verdade
Esta fraude imaginada
Não vinga,
Não dura,
Apenas finge, na ousadia do gesto,
Resistir.
Gostei muito!
ResponderEliminarresistir. sempre com poesia.
ResponderEliminarParabéns pelo texto! :)
Maravilhado...
ResponderEliminar;)