quinta-feira, março 05, 2009

perda

vejo o rio e o gelo
e as pedras
e o lobo assalta-me
a fúria a angústia o medo
e só tu podes salvar-me
o que foi que perdi no fogo
o meu corpo o teu corpo aquele ser
mais que eu
que se perdia e encontrava
na curva do teu ombro
no conforto da tua face
e os cortes
nos meus braços nos meus pulsos na minhas veias
escorrem o sangue
que grita o teu nome

4 comentários:

R.B. NorTør disse...

Muito bom! Ia ficando sem fôlego, porque li de uma assentada e sente-se a "narrativa" a crescer de intensidade à medida que os versos escorrem.

Chas. disse...

Epá muito bom!! A PENA anda com alto nível de textos, muito bem!

alphatocopherol disse...

Sem dúvida, muito bom texto!

João disse...

Também gostei :)

Já agora um aparte: ainda ninguém reparou na quantidade de textos deste site com referências a sangue/episódios sanguinolentos (ainda que metaforicamente, nalguns casos)?