quarta-feira, dezembro 11, 2013

Corpos repartidos acabam sempre por matar

As palavras que agora me dás…
 Esse tudo cheio de inconsistências dissimuladas 
que me são nada... 
Não as quero. Não o quero. 
Leio-te a perda do que nos ligava, 
essa cola a que teimei chamar de amor. 
Podes levar as palavras contigo.
Não as quero sem o co
rpo que as dizia. 
O corpo inteiro, estou segura. 
Aceitar-te o corpo repartido, ocorreu-me. 
Ocorre-me sempre tentar o prazer para mim. 
Mas tu? Não outro… 
Tu, um pouco em mim, o resto noutro corpo? 
Talvez mais do que um…
 Mata-me um pouco todos os dias. 
Não tentei. Não tento.
 Desisti de ti e ainda estou! 
Não posso dizer que bem. 
Não obstante, ainda respiro.
 Isso é algo que me conforta, respirar. 
Procuro-te inteiro noutros corpos.
 Não te chegam, mas pelo menos não os amo. 
Corpos repartidos acabam sempre por matar. 
Somente este sabor que não me sai… 
O tanto que fomos... 
Choro-te. Nunca deixarei de te chorar.

4 comentários:

Chas. disse...

Antes de mais bem vinda. Poema brilhantee

Josi Sales disse...

Obrigada :) E obrigada :D

APC disse...

Agora que estive a ler com a tenção! Muitos parabéns e sê bem-vinda! ;)

alphatocopherol disse...

Muitos parabéns! Texto muito bom, bem escrito profundo e sentido.