domingo, janeiro 18, 2009

I walked a world of empty streets

Era uma vez num sítio errado, com as pessoas erradas, com tudo errado…
Estúpida. Sou mesmo estúpida. Apesar de saber tudo isso, insisto na estupidez. Nesta construção lenta do meu amor nos teus braços que tardam e nunca chegam. Porque o amor não depende das escritas, das letras, dos poemas ou das flores em que insisto. Depende dos olhos. Dos teus, convenhamos. Mas, a transparência não é teu apanágio. E a sensatez não me conhece.
Lembro-me todos os dias que um analfabeto pode ensinar um poeta.
Como pôde um fósforo atear este fogo imenso? Esta dor. Amarga dor. Doendo, tingindo, sangrando. O tempo não cura tudo. É um bom anestésico, apenas isso e pouco mais. A distância só adormece, não salva. Quando te olho tudo volve e há aí uma morte que queima, vezes sem conta. Porque o amor é um abandono e tu partes sempre ao primeiro sorriso que te coloco nos lábios.

7 comentários:

APC disse...

Não consigo evitar ler os teus textos vezes sem conta...
Chamam por mim e cada vez que os leio um novo\diferente sentimento desperta em mim...
Primeiro vem de pantufas e nem me apercebo e logo cresce e transcende o meu peito...
Tenho a dizer que adoro isso nos textos textos... O serem diferentes a cada leitura

Parabéns!

alphatocopherol disse...

Uma boa prosa, sentida como habitualmente, com uma muito boa escolha de palavras, e com uma excelente articulação!

Gostei bastante!

Chas. disse...

epa... estes gajos de cima tiram-me sempre as palavras da boca :P

Captain Dildough disse...

"O tempo não cura tudo. É um bom anestésico, apenas isso e pouco mais. A distância só adormece, não salva."

Para a posteridade.

V. disse...

:) thx

Carlos Jantarada disse...

"O tempo não cura tudo. É um bom anestésico, apenas isso e pouco mais. A distância só adormece, não salva. Quando te olho tudo volve e há aí uma morte que queima, vezes sem conta"

Nem mais....

Anónimo disse...
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