quarta-feira, outubro 22, 2008

Saudades do Inverno

Não! Apre, que já é demais!
Já se vêem os cordões nas vitrines,
Anúncios em jornais, magazines,
Revistas e coisas mais!
Que raiva da febre consumista:
Do Dezembro ainda distante,
Da febre em todos dominante,
Da sociedade materialista,
Deste mundo actual!

Do corropio da multidão,
Das luzinhas de Natal
Enfeitando o quarteirão!


Mas Outubro é enfadonho...
Manhãs frias cortantes,
Tardes quentes sufocantes,
Sob um sol tristonho.
Que maçador que é:
Não ter praia para andar,
Não ter neve para pisar...
Percorrendo a rua a pé,
Nesta estação desigual.

Rua essa, sem multidão,
Onde se montam luzes de Natal
No quase deserto quarteirão


Ah que saudades tenho eu
Do frio ao entardecer...
Cruzando a tarde a correr,
Preso num pensamento meu.
Do corropio das pessoas,
Alegrando a calçada...
Da constante brisa gelada.
De muitas coisas boas,
No Inverno especial!

Ah saudades...

(Do corropio da multidão,
Das luzinhas de Natal
Enfeitando o quarteirão!)

4 comentários:

Chas. disse...

bonito ;)
O que tu queres sei eu... :)

João disse...

A melancolia dos últimos meses no ano, bem expressas nestas belas estrofes...

Vanessa Pelerigo disse...

:) gostei

Anónimo disse...

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